VIOLINO VIRTUOSE

1 de ago de 2013

Violinista é preso por tocar em estação de Metrô em Nova Iork



Um violinista afirma que foi algemado e preso por tocar a Terceira Partita de Bach na plataforma da estação do metrô Hunter College em Nova Iorque.

ele passou quatro horas em custódia na delegacia.

Foi por volta do meio dia quando Christian chegou para a sua apresentação músical da tarde na estação 68th Street na linha 6, quando ele percebeu um policial NYPD observando-o do outro lado da prataforma.

 O Policial gritou para ele: "Hoje não' do outro lado da plataforma". e então o violinista gritou de volta:
'Eu vou continuar tocando." e foi oque ele fez.

Segundo o violinista, o policial aproximou-se e pediu-lhe para sair da estação, e ele respondeu que só sairia se o policial tivesse uma ordem de prisão. Então o policial supostamente subiu para pedir reforços, retornando 30 minutos depois com dois outros policiais.

Os policiais lhe deram mais dois ultimatos para sair voluntariamente da estação ou seria preso, a está altura já eram seis policiais.

Como ele não se retirou foi algemado e levado para a estação Columbus Circle. A polícia acusou - o de estar bloqueando o tráfego de pedestres da estação. Ele foi liberado quatro horas depois.

Segundo as novas regras de trânsito da cidade de Nova Iorque é permitido performances no metrô desde que não estejam bloqueando o acesso de pedestres. Os artistas não precisam de uma autorização se forem tocar sem amplificação.

"Se você conversar com a maioria dos músicos, eles foram expulsos de cinco a 10 vezes este ano", disse o violinista Christian, que também dirige um grupo de defesa dos musicos chamado Busk NY, que ele diz que está reunindo dados sobre as prisões de músicos.

"O grande problema é que quando somos expulsos só verbalmente, não temos como provar que fomos expulsos"

Steve Zeitlin, diretor-executivo da Cidade de Lore, uma organização do folclore urbano que acompanha os músicos do metrô, diz que seu grupo recebeu um aumento significativo no número de queixas de prisão de artistas de rua.

"Isso está acontecendo em todos os lugares", disse ele. "É parte de uma ofensiva geral".
Zeitlin acredita que uma parte do aumento das prisões vem de uma repressão ou por causa do programa que patrocina as performances de rua. "É um bom programa", disse ele, mas "os policiais trabalham sob a suposição de que aqueles que não tem licença estão lá ilegalmente.


Postado por Manoel Macario às 09:21 Nenhum comentário: Links para esta postagem
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27 de jul de 2013

Flauta da idade da pedra é encontrada

A música da Idade da Pedra

New York Times




Há pelo menos 35 mil anos, em plena Idade do Gelo, o som da música preenchia uma gruta localizada na atual Alemanha, na mesma época e lugar em que os Homo sapiens estavam esculpindo os mais antigos objetos conhecidos da arte figurativa do mundo.

Música e escultura - expressões de criatividade artística - emergiram entre os primeiros humanos modernos tão logo eles começaram a se espalhar pela Europa ou logo depois disso.



Arqueólogos anunciaram em 2009 a descoberta, de uma flauta feita de osso e de outros dois fragmentos de flautas de marfim  datadas de pelo menos 35 mil anos, em plena idade do gelo, que, segundo eles, representam as mais antigas provas do florescimento da música na cultura da Idade da Pedra.

A flauta, com cinco furos para tocar, foi encontrada na gruta Hohle Fels, em Ulm, e, segundo os especialistas é, "de longe, o mais completo instrumento musical retirado das grutas" da região, onde, nos últimos anos, foram achados vários fragmentos de flauta.



Os mais antigos indícios concretos de instrumentos musicais conhecidos até então tinham sido achados na França e na Alemanha e datados em cerca de 30 mil anos.

Em estudo publicado na "Nature", Nicholas J. Conard, da Universidade de Tübingen, na Alemanha, escreveu:
"Essas descobertas demonstram a presença bem estabelecida de tradição musical na época em que o homem moderno colonizou a Europa."



Embora as datações por radiocarbono acima dos 30 mil anos possam ser imprecisas, amostras dos ossos e
de materiais associados foram testados de forma independente em dois laboratórios, no Reino Unido e na
Alemanha, com métodos diferentes. Cientistas afirmaram que as datas coincidem e que a flauta tem pelo
menos 35 mil anos.

Muitas pessoas viviam e trabalhavam na região há 40 mil anos, logo depois da chegada dos primeiros colonizadores da Europa, e 10 mil anos antes dos nativos neandertais serem extintos.

 Linhas e símbolos em forma de V foram encravados perto dos furos. A outra extremidade teria se quebrado. Pelo tamanho dos ossos dos abutres, os especialistas estimam que estejam faltando de 5 a 7 centímetros do instrumento.

A flauta encontrada é feita com osso de abutre - ave comum na região. A parte preservada tem cerca de 20
centímetros e inclui o fim do instrumento, por onde o som flui.

Já havia sido descoberto, em 2004, um fragmento de 17 centímetros de uma flauta de marfim com
três orifícios, na gruta Geissenklösterle, perto de Ulm.

Friedrich Seeberger, um especialista em música antiga, fez uma réplica em madeira da flauta de marfim. Ele descobriu que o antigo instrumento produzia uma variedade de notas significativas, comparável à
das modernas flautas.

Uma réplica da nova flauta descoberta ainda não foi feita, mas os arqueólogos acreditam que o instrumento,
com cinco orifícios e maior em diâmetro "ofereça um som comparável, ou talvez melhor, com variedade de notas e possibilidades musicais".



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23 de jul de 2013

Violinista morre após cair de palco em apresentação do Bolshoi

O violinista Viktor Sedov, de 65 anos morre após cair no fosso de 6 metros em frente ao palco do teatro da companhia Bolshoi nesta terça.

O Teatro Bolshoi, que abriga a tradicional companhia de balé de Moscou , na Rússia, divulgou nesta quinta-feira (18) uma nota de pesar sobre a morte do violinista Viktor Sedov.Ele chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu.Os investigadores suspeitam de acidente, mas o caso ainda não foi esclarecido. A tragédia é somada aos últimos acontecimentos negativos envolvendo o Bolshoi nos últimos meses: o ataque com ácido ao diretor artístico , a recusa da principal bailarina de se apresentar e o afastamento do diretor geral do grupo .
O diretor do balé Bolshoi, Anatoli Iksanov, foi demitido, anunciou no dia 9 de julho o ministro da Cultura da Rússia, Vladimir Medinski, depois de vários meses de escândalos no teatro mais prestigioso do país, o afastamento do diretor cuja posição foi enfraquecida depois do atentado com ácido que desfigurou o rosto do diretor artístico da companhia Sergei Filin, atacado em janeiro.
Agredido em 17 de janeiro por um homem que jogou ácido em seu rosto na porta do edifício em que mora em Moscou, Filin sofreu queimaduras graves no rosto e nos olhos.
Filin recebeu enxerto de pele e passou por várias cirurgias nos olhos na Rússia. Atualmente passa por tratamento na Alemanha, mas ainda não conseguiu recuperar a vista.
O solista Pavel Dmitrichenko e outros dois cúmplices estão sendo acusados pelo crime e aguardam julgamento na prisão.  
O Bolshoi será comandado por Vladimir Urin, que era diretor do teatro moscovita Stanislavski e Nemirovich-Danchenko.
Iksanov, que dirigia o Bolshoi desde 2000, tinha contrato até outubro de 2014.
O ministro destacou que a decisão foi tomada pela 'complicada situação' no teatro desde que o diretor artístico Serguei Filin foi atacado com ácido em janeiro.
A agressão provocou um escândalo sem precedentes que revelou os conflitos internos na instituição de renome internacional.
Em junho, o Bolshoi anunciou a saída do bailarino Nikolai Tsiskaridze, uma de suas estrelas, em conflito aberto com Ikasanov e rival de Filin

Vista do Teatro Bolshoi
Teatro Bolshoi

Trajetória 

O Bolshoi divulgou algumas passagens importantes da carreira do violinista: "Desde 1954, ele estudou violino com Belenky em  Krasnogvardeisky Music School District.
 Em 1967 ele se formou na Faculdade de Música do Conservatório de Moscou.
Em 1985 ele se formou na escola de pós-graduação no Departamento de História da Música Estrangeira (dirigido  por G. V. Krauklis), e em 2000 defendeu sua tese sobre "Tipos de drama de entonação na tetralogia de Wagner".
"Que sua memória seja eterna!", finaliza o Bolshoi na nota de pesar.
 Ele morreu após cair, durante um ensaio da orquestra, no fosso em frente ao palco, que tem seis metros de profundidade.
Sedov integrava a orquestra do Teatro Bolshoi há mais de 40 anos e, era muito querido pelos companheiros pelo ótimo senso de humor e erudição. 

Postado por Manoel Macario às 19:20 Nenhum comentário: Links para esta postagem
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Conservatório Dramático e Musical de São Paulo foi a primeira e centenária escola de teatro do Brasil e da América Latina



Artigo retirado da pagina do Centro universitário da Belas Artes

Por Elizabeth Ribeiro de Azevedo
   O novo século já trouxe para São Paulo a certeza de mudanças. Afinal, já há algum tempo o estado paulista vinha enriquecido com o café e sua capital refletia esse dinamismo por meio de uma efervescência econômica, social e cultural inédita. Depois de séculos de marasmo e pasmaceira, a cidade deixava de ser uma vila perdida no sertão brasileiro para tornar-se um prédio repleto de sotaques vindos até dos mais distantes países do mundo. A malha urbana ultrapassava seus limites, novos bairros surgiam. Das ruas do centro partia o novo transporte coletivo: o bonde. Com veículos de São Paulo ligth and power atingiam-se, trabalhadores chegavam às fábricas ou podiam ir, à noite, assistir os espetáculos nos teatros do centro da cidade. Até mesmo nos anúncios das peças teatrais sempre se mencionava que os bondes de todas as linha estariam funcionando até o término da sessão.
   A Vibração que emanava de tanta gente cheia de energia, disposta a transformar seu destino, impregnava tudo, abria-se o mundo ao empreendedorismo dos mais arrojados. Todo tipo de iniciativa comercial, industrial ou cultural tinha seu lugar, desde as mais populares até aquelas direcionadas a uma elite segura de si e desejosa de deixar sua marca na paisagem da cidade.
   Do final do séc. XIX até os anos 30, foi enorme, por exemplo, o número de teatros construídos ou adaptados que surgiam em São Paulo. Onde, até 1900, havia dois edifícios dedicados as Artes Cênicas sucederam-se dezenas de prédios, sobre tudo quando o cinema veio participar do espetáculos oferecidos ao público sempre ávido por distração(AZEVEDO, s/d, p. 522-83). Prova disso foi o interesse despertado pela “praça” de São Paulo em grandes empresários do Rio de Janeiro do setor de diversões que investiam na cidade, abrindo e mantendo diversos estabelecimentos. O mais importante dentre eles foi Paschoal Sagreto, conhecido como “Ministro das Diversões” e que, entre 1901 e 1920 (ano da sua morte), arrendou diversas casas de diversão em São Paulo, apresentando, sobretudo, mas não só, o chamado teatro ligeiro (AZEVEDO, 2006, p.218-9).
   Mas não eram apenas teatros populares, acanhados e baratos que despontavam pela cidade. Eram também grandes empreendimentos, muitas vezes bancadas por membros das mais tradicionais famílias paulistas. Assim, o teatro Santana foi melhor teatro da cidade antes da inauguração do teatro Municipal, foi construído pelo Conde Álvares penteado; o teatro São José (o primeiro desse nome) pertencia aos Prado; o Boa Vista, construído em 1916 pertencia ao jornal o Estado de São Paulo, da família mesquita.
   Entretanto, o movimento teatral de São Paulo, embora dinâmico como assinalado acima, não era ainda Auto – suficiente.  As atrações fossem de teatro de variedades, de teatro dramático ou de teatro lírico, eram praticamente todas, vindas de fora da cidade, tanto do Rio de Janeiro (a capital federal), quando da Europa. A partir dos anos de 1890, começaram a chegar a São Paulo artistas ilustres da cena nacional e internacional como os as atrizes Eleona Duse e Sarah Bernhardt ou os autores Gustavo Modena e Ernesto Rossi. As temporadas desses grandes nomes contaminaram os espectadores mais entusiastas que passaram a organizar sociedades amadoras recreativo-dramático com o intuito de tentar reproduzir as emoções do palco.
Conta-se as dezenas o número desses agrupamentos . Os mais famosos foram os chamados Filodramáticos, ligados à comunidade de imigrantes italianos. Mais existiam muitos outros, de origens nacionais diferentes, (Portugueses, espanhóis. O Grupo com atividade mais constante e duradoura foi o Grêmio dramático do seu próprio teatro, ensaiadores fixo e oferecer aulas de interpretação para seus integrantes organizadas pelo ator Capitão Antonio Corrêa Vasques. As primeiras apresentações do Club Gymnastico aconteceram em 1883. Vinte anos mais tarde ainda era possível encontrar referâncias a ele.
   Foi nesse panorama dinâmico de efervescência cultural, que se alterava rapidamente, que surgiu a iniciativa de criação a um conservatório para o ensino de música e de arte dramática. Como em muitos outros aspectos das artes no começo do séc. XX, os brasileiros basearam-se no exemplo de uma instituição francesa, considerada como a mais refinada e moderna época : o Conservatoire de Paris. Aliás, o teatro francês sempre fora o grande modelo para todo o mundo desde a época do Classicismo, passando pelo Romantismo, pelo teatro de revista até chegar ao século XX.
  A iniciativa para a criação do conservatório, partiu de dois entusiastas empenhados em promover o ensino e aperfeiçoamento dos futuros artistas nacionais. O primeiro deles dedicava-se à área musical, tendo composto concertos e óperas.  Pedro Augusto Gomes Cardim, foi o homem de teatro e dedicou-se até o final da vida ao Conservatório.
   Pedro Augusto, nascido em Porto Alegre em 1864, cresceu em meio às discussões musicais e teatrais trazidas para a casa por seu pai, o musico e dramaturgo português, João Pedro Gomes Cardim. Contudo, sua formação é de advogado, formado pela faculdade de direito no Largo São Francisco em São Paulo. Como jornalista escreveu n’A Província de São Paulo e elaborou com o Correio Paulistano, o Comércio de São Paulo, A Gazeta, além de ter se tornado redator chefe do Diário de Notícias. No setor público foi vice intendente de Obras Públicas e vereador. Como político trabalhou pela construção do teatro municipal de São Paulo, em 1911; pela fundação de Academia paulista de letras, em 1909:, e da Academia de Belas Artes de São Paulo, em 1925.
   A ligação de Pedro Augusto com o teatro, no entanto não era meramente empresarial. Ele foi também autor dramático, tendo escrito operetas, Vaudevillees, sainetes, monólogos e comédias. Além disso, organizou e dirigiu, a partir de 1917, uma das mais importantes companhias teatrais, atuante no início do Século XX : A Companhia dramática de São Paulo. Desse Companhia fazia parte a atriz Itália Fausta, conhecida como a maior atriz trágica do teatro brasileiro.
   Não surpreende, portanto que esse homem tão dinâmico tenha se empenhado com tanta energia na criação e direção de sua obra mais dileta : O Conservatório Dramático e Musical de São Paulo.Desde o primeiro projeto para o Teatro municipal, Gomes Cardim já previa um espaço dedicado ao ensino das artes que seriam apresentadas no dito teatro : a música, o teatro e a combinação de ambos : a ópera. Dizia ele : “em São Paulo, capital artística, não podia continuar faltando um estabelecimento de arte que servisse, a um só tempo, ao professorado especializado, ao virtuosismo e, com igual importância, à arte dramática” (SALAMA, 1987 p. 71.)
   O Conservatório dramático e musical de São Paulo (CDMSP) foi fundado em 15 de fevereiro de 1906. As primeiras reuniões forma realizadas no Clube Internacional, e a primeira diretoria eleita era composta por um presidente – Antonio de Lacerda Franco, -, um tesoureiro – Carlos de Campos – e um diretor-secretário – o próprio Gomes Cardim.
   Para abrigar atividades do CDMSP foi alugada a antiga e espaçosa casa de marquesa de Santos na rua brigadeiro Tobias, esquina com a rua Santa Efigênia. A cerimônia de inauguração deu-se no dia 12 de março de 1906 e as atividades da escola iniciaram-se em 25 de abril do mesmo ano. Inicialmente, eram 134 alunos pagantes e outro 48 que cursariam a escol gratuitamente. 1909 é a data da mudança de sede do CDMSP. Muito embora se mantendo com recursos próprios , a diretoria do estabelecimento conseguiu , junto ao governo, uma verba de 100 contos de réis como parte do valor necessário á aquisição de uma sede própria que chegava a 160 contos. O Edifício o escolhido situava-se na Avenida São João e fora construído pelo industrial Frederico Joaquim, depois de ter vendido
à Luís Landró que o repassou ao conservatório. Até então era conhecido como Salão Steinway, um local de música erudita. Esse é Até hoje, o endereço do Conservatório Dramático e musical de São Paulo.
   O curso de arte dramática da escola procurava seguir os modelos de seus similares europeus. Sua duração, segundo matéria publicada no jornal Comércio de São Paulo, de 06 de abril de 1909, eráa de 3 anos, ministrado das 18 h às 21h, tendo como disciplinas, português, francês italiano, inglês, geografia, história, corografia brasileira, aritmética, literatura geral, poética, psicologia, estática , história do teatro, dicção, recitação, expressão fisionômica e plo gesto, caracterização, vestuário, representação coletiva, esgrima e ginástica de salão. Aulas de Português , línguas entrangeiras e aritmética eram ministradas também aos alunos de música, logo no início do curso. Nos anos seguintes, agrupavam-se matérias mais específicas. Nota se que o curso ra pensado especialmente para atores, sem menção à formação de dramaturgias ou outros profissionais da área.
   Os primeiros professores da Arte Dramática no Conservatório foram Pedro Augusto Gomes Cardim,Wenceslau de Queiroz, (literatura e estética), Luiz Pinheiro da Cunha, Hipólito da Silva (Dicção), Augusto César Barjona (História do Teatro)  e Felipe Lorenzi (Chegado em 1908).
    No período de 1910 a 1932, a escola formou 1.411 alunos no total, sendo 18 em Arte Dramática. A discrepância pode dar uma falsa idéia sobre a escola. Acontece que cerca de 80%dos estudantes formados pela instituição eram alunos de piano (o gosto pelo instrumento era uma verdadeira mania no início do Século, uma “Pianolatria”como a chamou Mário de Andrade. Mesmo os demais instrumentos tinham por vez apenas um ou dois alunos). Nos anos 30, houve um declínio acentuado de matriculados, mas esta foi uma tendência geral de escola que chegará aos 40 em crise. De fato, se em 1921 havia, no total, 6.921 alunos, em 1932 eles eram 1.311, e o relatório de 1943 aponta apenas 377 matriculados.
   Em Arte Dramática, quando da mudança de sede em 1909, o conservatório tinha 38 alunos, sendo 8 pagantes e 30 gratuitos. Os dados anotados a partir das fontes disponíveis indicam uma atividade constante e intensa deste curso. Os números que puderam ser apurados de alunos inscritos foram : em 1926,55; em 1929,81. Porém, o relatório de 1938 não mencionava o curso de Arte Dramática, pois, muito provavelmente , ele fora suspenso. É o que se infere também a partir do relatório de 1942-3, quando ocorreu uma intervenção do governo federal na administração da escola motivada pela alegação de supostas irregularidades.
   Como interventor foi designado Carlos Augusto Gomes Cardim, irmão de Pedro Augusto, o qual havia sido diretor do conservatório de 1906 a 1913 e de 1923 até 1931. É de então a decisão que a Arte Dramática deveria voltar não só às salas de aula como também ao nome da própria instituição. Aliás, na primeira alteração implementada pela nova diretoria lê-se.  
   É justificada pela necessidade de se recolocar o conservatório na sua finalidade de gente propulsor da arte musical e da arte dramática, reposto, assim, no objetivo contido no próprio nome da fundação “(CONSERVATÓRIO DRAMÁTICO E MUSICAL DE SÃO PAULO)”. Assim as letras “a” e “c” do artigo 2 acrescente-se “e” da arte dramática.
   E as montagens voltaram a ocorrer. As primeiras encenações registrada foram de todo ano, de Júlio Dantas; Rosalina, de Max Murey; O nefebilata, de Carlos Augusto Gomes Cardim; O constantini. Curioso anotar que nesse mesmo ano de 1943, em agosto, o GUT se apresentou no conservatório com o Irmão das Almas, de Martins Pena, com a participação de cacilda Berker, entre os atores.
   Não se pôde precisar com certeza o ano no qual o curso de Arte Dramática torna a desaparecer. Ainda em 1946 era possível encontrar referencias as encenações dos alunos do Conservatório.
   De todo modo, baseando-se nos fragmentos disponíveis dessa longa história, é possível dizer que as atividades ligadas ao ensino da Arte dramática no Conservatório Dramático  e Musical de São Paulo efetivamente existiriam e funcionaram, ainda que com intensidades diversas ao longo dos anos. Houve uma busca constante pelo curso, o que demonstra também o interesse da população paulistana pela arte dramática e o dinamismo desse setor na vida da cidade.
    Nos estudos de história do teatro brasileiro considera-se geralmente a escola fundada por Coelho Neto , Rio de Janeiro, em 1911 – a Escola Dramática Municipal (hoje, escola de teatro Martins Pena), tal afirmação baseia-se na falta de informações sobre a iniciativa levada a cabo em São Paulo em 1906; logo, cinco anos antes.
    Certamente, a escola passou por altos e baixos em seus muitos anos de existência, deixando, inclusive, de oferecer aulas de teatros nos dias atuais. Contudo, isso não anula o fato de que o curso de Arte Dramática foi criado e instalado em 1906 e que funcionou, pelo menos, até as anos 40.
    Hoje, o conservatório dramático e musical de São Paulo dedica-se apenas ao ensino de música, mas a ele é devido o título de primeira escola de teatro do Brasil e da América Latina.
    Bibliografia
    ANDRADE, M. Evocação de Gomes Cardim.
    s.n.t., 1942.
    ARAÚJO, E.C.G João Gomes de Araújo – sua vida, suas obras e as comemorações de seu primeiro centenário de nascimento. São Paulo: S.ed., 1972. AZEVED, E.R.”O teatro em São Paulo”, In: PORTA, P. (org)História de São Paulo. Vol.1. São Paulo : Paz e Terra.
    _____________________.”Paschoal segreto em São Paulo”. In: Congresso de pesquisa e pós-graduação em artes cênicas. Rio de Janeiro: 7 letras, 2006. CARVALHO, E. História e formação do autor. São Paulo: Ática, 1989. Coleção de Estatutos do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Anos 1916, 1927, 1936, 1938.
    Coleção de relatórios do Conservatório Dramático formada em História pela Universidade de São Paulo;  e musical de São Paulo. Anos, 1909,0926,1929,1931,1931,1933,1935,1936,1937,1938,1942,1943. FREITAS, P.L. Torna-se ator: uma análise do ensino de interpretação na Brasil. Campinas: ed. Unicamp, 1988.
PORTA, P. (org.) A História da cidade de São Paulo : São Paulo: Paz e Terra, 2005. SALAMA, Y.G.C.Atividades Artísticas e Culturais da família Gomes Cardim a partir do século XIX. São Paulo: Dissertação de mestrado, Escola de Comunicações e Artes da USP, 1987. SOUSA, G. O teatro no Brasil. Rio de Janeiro: MEC, 1960.
   Mestrado e doutorado em história e Teoria do Teatro na Escola de Comunicações e Artes( ECA-USP). É professor de teatro brasileiro na ECA/USP e desenvolve o trabalho de pesquisa sobre o teatro paulista no início do séc. XX.
    Contato : Beth-azevedo@uol.com.br
    Na França, o conservatório Nacional Superior de Artes Dramática, (CNSAD) foi fundado em 1975 e fazia parte do Conservatório Nacional de Música e de Declamação, antiga Escola Real canto e de Declamação, criada em 1784. A Declamação era vista então apenas como uma parte da formação visual. É apenas em 1806 que passa, efetivamente, ao ensino da Arte Dramática, e a declamação acaba sendo posta de lado. Em 1946, Música e Arte Dramática foram separadas em dois conservatórios distintos. O CNSAD existe até hoje.
    João Gomes de Araújo nasceu em Pindamonhangaba em 1846 e faleceu em São Paulo em 1943.
    Antônio lacerda Franco (1853-1936) foi jornalista, administrador e deputado por São Paulo.
    Carlos de campos (1866-1927) foi advogado, compositor fundador e membro da Academia Paulista de Letras e político. Foi governador do Estado de São Paulo entre 1924 e 1927.
    O edifício tinha pertencido ao Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar e à Marquesa de Santos, sua esposa. Depois que o conservatório deixou prédio para instalar-se em sua nova sede ele foi demolido.
    Corografia: estudo ou descrição geográfica de um país, região, província ou município.
    Com a morte de Wenceslau de Queiroz, a disciplina foi assumida por Mário de Andrade, em 1922.
    A escola esteve sob intervenção federal até a década de 70, segundo informações da atual diretoria do CDMSP.
    Pedro Augusto afastou-se da direção durante anos em que organizou a companhia Dramática Nacional, ao lado de Itália Fausta. Outros diretores formam : Luiz Pinheiro da Cunha (1931-1937) e Francisco Casaboni ( 1937-1942).
    O GUT – Grupo Universitário de Teatro – foi um grupo amador, organizado em 1943 com alunos da Universidade de São Paulo, tendo como diretor aquele que viria aser um dos grandes críticos da história do teatro brasileiro, Décio de Almeida Prado.
fonte:http://www.belasartes.br/diretodareitoria/artigos/conservatorio-dramatico-e-musical-de-sao-paulo-pioneiro-e-centenario-primeira-escola-de-teatro-do-brasil-da-america-latina
Artigo publicado na edição nº 16 de novembro de 2006.
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22 de jul de 2013

Maestro Manoel Macário

Maestro Manoel Macario


O Maestro Manoel Macário, é um maestro brasileiro, Nasceu em outubro de 1975, em São Paulo Capital, ainda criança começou a estudar a música com seus amigos Marcelo Garcia Lopes e Eduardo Correa Lima, ambos violinistas, aos catorze anos ingressou no conservatório musical Heitor Villa-Lobos na cidade de Osasco - SP, onde estudou Teoria, Harmonia, Didática Infantil, Composição, Pedagogia Musical e analise harmônica com o Mestre José Julio Stateri.

Maestro Manoel Macário


Estudou violino com o professor Henrique Muller, que foi aluno de Corrado Romano, André Vauquet, Doris Roussiaud e a professora Cecília Guida,  bacharel em violino pela universidade de Köln, e Conservatório Superior de Genebra, Suíça. aluna de Lyerco Spiller, Yehudi Menuhin, Berta Volmer, Max Rostal e Corrado Romano.

Maestro Manoel Macário

O violinista Manoel Macário, passou no concurso da orquestra de câmara da cidade de Osasco, onde tocou como primeiro violino sob regência da maestrina Ligia Amadio que é uma das mais destacadas regentes brasileiras.
Maestro Manoel Macário 


Ingressou em seguida no Conservatório Musical Beethoven (Pinheiros, SP), onde estudou o curso técnico de música, estudando Pratica de Orquestra, história da música, instrumento complementar e violino sob orientação do Mestre Celso Mariano Pacheco, que foi diplomado em violino-virtuosidade e em Mestrado em música  pela USP, aluno de Antonio Torchia, Natan Schwartzman, Alberto Giraldi, Augusto Lombardi, Michelino Micheleto, Mario Ficarelli, Paulo Maron e Wilson Curia.

Maestro Manoel Macário e orquestra experimental

O Maestro Manoel Macário, estudou percepção, história da música e folclore com a professora Sandra Silva Nascimento Ferreira e, harmonia e estrutura musical com Rita Del Chiaro (usp) e Rodrigo Hipóllito.

Maestro Manoel Macário e orquestra experimental de Barueri

Estudou Canto coral e regência coral com Sabrina Waltzer e Rita Del Chiaro. e Ditado Rítmico e Melódico com Gustavo Kalil.

Maestro Manoel Macario e Orquestra de Cordas de Barueri - SP


O violinista e Maestro Manoel Macário participou duas vezes no concurso de violino Beethoven, sendo finalista as duas vezes, foi premiado com medalhas de ouro no auditório da USP.

Maestro Manoel Macário


Fez estudos avançados de viola erudita com Robson Gonçalves e Jonas Rodrigues e violoncelo com Eduardo Stephano.

Maestro Manoel Macário


É primeiro violino e diretor artístico do quarteto de cordas de Belas Artes em Barueri, e diretor artístico do quarteto Romanza.

 
Maestro Manoel Macário


Graduou-se mestre em Composição e regência de orquestras e corais pela FLM, onde teve aulas com o maestro Eduardo Roz, onde estudou História da Música, Antropologia Cultural, Metodologia da Pesquisa Científica, Instrumentos de Orquestras, Harmonia e Harmonia Funcional, Contraponto, Percepção, Instrumentação e Orquestração, Composição, Regência, Acústica Musical, Arranjo, Tecnica vocal, Análise,  Etnomusicologia, Estética, Novas Técnicas e Linguagens Musicais e Criação de Trilha Sonora.

Maestro Manoel Macário

O Maestro Manoel Macário é Atualmente Maestro titular da Orquestra Jazz Sinfônica e da Orquestra de câmara e da Orquestra de Cordas da cidade de Barueri - SP, e Diretor artístico e cultural do Conservatório Livre de Música e Instituto Cultural Macário em Barueri - SP onde leciona como professor de Violino, Viola e Violoncelo e cursos teóricos.


O Violinista Manoel Macário é integrante do Belas Artes Strings Quartet;

O Professor e Maestro Manoel Macário, é Bacharel em Direito pela Universidade Unifieo - Osasco - 2014;

É Mestre em Composição e Regência de Orquestras e Corais pela FLM – Faculdade Livre de Música Maestro Eduardo Roz  – 2013;

Licenciando em Musica pela faculdade Metropolitana de Santos e Pós graduando em Educação Musical pela universidade Candido Mendes,

Cursou Habilitação plena em música pelo Conservatório Musical Beethoven - SP - 2007; 

O Professor Manoel Macario é Arbitro da Confederação Brasileira de Xadrez;

Cursos de Extensão internacionais:


Northwestern University - Teaching the Violin and Viola: Creating a Healthy Foundation - 2014;

Curtis Institute of Music - The World of the String Quartet - 2014

University of North Carolina at Chapel Hill – Fundamentals Of Rehearsing Music Ensembles – 2013;

Curtis Institute of Music – Western Music History – 2013


Prêmios recebidos no Auditório da USP:

1º lugar Medalha de ouro - Concurso de Violino
 dois anos consecutivos (2006/2007)

1º Premio Troféu Historia da Música - Conservatório Musical Beethoven 2006













Maestro Manoel Macario e Sr. Marcio Teixeira, Presidente da Ordem dos Músicos do Brasil


Maestro Manoel Macario e Eliana em seu programa no SBT


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20 de jul de 2013

Violino a laser

Violino a laser dispensa o violino

Redação do Site Inovação Tecnológica - 17/04/2013
Violino a laser dispensa o violino
O violino é substituído por um feixe de laser que reflete no arco e é coletado por sensores ópticos. [Imagem: Dylan Menzies]
Os músicos costumam dizer que o arco é tão importante quanto o violino.
Dylan Menzies foi mais longe, e garante que apenas o arco é importante.
O pesquisador da Universidade Montfort, no Reino Unido, inventou um arco que dispensa totalmente o violino.
Ou melhor, ele criou um "violino óptico", um autêntico Stradivarius da era tecnológica, formado por um feixe de laser.
Sensores ópticos rastreiam o movimento de um arco real de violino conforme ele é iluminado pelo laser quando passa por uma ranhura em uma base metálica.
As fotocélulas detectam o ângulo e a velocidade do arco e passam a informação para um computador, onde um software constrói a música digitalmente.
Segundo Menzies, que agora pretende comercializar sua invenção, o violino óptico é mais fácil de tocar do que um violino comum porque dispensa justamente a parte mais difícil dessa mestria: a pressão do arco sobre as cordas do violino.
Também é fácil gerar efeitos sonoros, como o vibrato, algo muito difícil para os iniciantes, mas que pode ser feito apenas inclinando levemente o arco sobre o violino a laser.
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