11 de mai de 2014

Para que servem os gestos do Maestro?

Braços esculpem o ar. Uma mão se fecha. Um dedo indicador se projeta. O torso oscila para frente e para trás. E, não se sabe como, música jorra em resposta a essa dança misteriosa no pódio, música coordenada com precisão e emocionalmente expressiva.





O público dos concertos sintoniza os ouvidos na orquestra e invariavelmente fixa os olhos no regente. Mas mesmo o ouvinte mais experiente pode não ter consciência da conexão sutil e profunda entre a sinfonia de movimentos do maestro e a música que emana dos instrumentistas.



Assim, num esforço para compreender o que acontece, entrevistamos sete regentes que passaram por Nova York em temporadas recentes, procurando decompor os movimentos em partes do corpo mão esquerda, mão direita, rosto, olhos, pulmões e, o mais indefinível, cérebro.



O objetivo fundamental do regente é infundir vida a uma partitura escrita, através do estudo, de sua personalidade e sua formação musical. Mas ele demonstra o sentido da música por meio de seus movimentos corporais.

Imagine-se tentando falar com alguém em uma língua totalmente desconhecida por você.


Se quisesse expressar algo a essa pessoa sem recorrer à linguagem, como você faria?, disse o regente britânico Harry Bicket. É isso o que fazemos, na realidade.



Cada regente usa um estilo singular, mas todos querem arrancar dos músicos a performance mais grandiosa possível. Portanto, nossa decomposição do gestual traz algumas generalizações inerentes.



É preciso lembrar que a arte de reger não se limita a gestos semafóricos. É uma dança em compasso de dois tempos, envolvendo corpo e alma, gestos físicos e personalidade musical. Um regente com o maior domínio técnico do mundo pode produzir performances insossas. Outro, que faça gestos aparentemente incompreensíveis, é capaz de gerar transcendência.



Você pode fazer tudo certinho e não criar absolutamente nada interessante, comentou James Conlon, diretor musical da Los Angeles Opera. E pode ser enigmático, mas produzir resultados.






MÃO DIREITA
Tradicionalmente (pelo menos para os destros), a mão direita segura a batuta e marca o pulso. Ela controla o tempo e indica quantas batidas ocorrem em um compasso. A batuta geralmente assinala o início de um compasso com um movimento para baixo (o downbeat). Um movimento para cima (upbeat) é a preparação para o downbeat. 


Os manuais de regência dizem que o upbeat e o downbeat devem levar o mesmo tempo e que o intervalo deve ser igual ao comprimento da batida. O upbeat é a preparação para qualquer evento, disse Alan Gilbert, diretor musical da Filarmônica de Nova York.



É crucial definir o tempo certo para uma frase musical. Ninguém menos que o compositor Richard Wagner (1813-83), que também foi um dos primeiros maestros modernos, disse que o dever do regente está contido em sua capacidade de sempre indicar o tempo correto.





Mas um regente não é um metrônomo de casaca. Um dos grandes equívocos em relação ao que os regentes fazem é a ideia de que eles ficam lá, marcando o tempo, disse Bicket.

A maioria das orquestras não precisa de ninguém marcando o tempo.


A batuta também pode moldar o som. A natureza do downbeat abrupta, delicada transmite à orquestra que tipo de caráter deve conferir ao som que vai produzir. A batuta pode suavizar fraseados agitados, realizando o movimento de modo mais abrangente.




Um gesto mais horizontal pode pedir uma qualidade mais lírica, disse James DePreist, ex-diretor de estudos orquestrais e de regência da Juilliard School. Um gesto para baixo que imite um movimento de arco de violino, disse Bicket, pode colorir o ataque.
De acordo com Gilbert, mesmo quando marca o tempo em notas longas, o regente deve procurar comunicar a qualidade sonora que busca, por meio do movimento da batuta.

Predecessor de DePreist em Juilliard, o professor de regência Jean Morel, ensinava que a mão e o pulso direito devem ser totalmente autossuficientes, segundo James Conlon, um de seus alunos; devem marcar o tempo, a expressão, a articulação e o caráter para que você possa então aplicar a mão esquerda e reter conforme deseja.
Xian Zhang, que é mestre em esculpir uma linha musical com sua batuta, demonstrou isso quando ensaiava a Sinfonia Concertante para Violino e Viola de Mozart com uma orquestra de estudantes na Juilliard School.

O movimento de sua batuta correspondia estreitamente ao caráter da música, delicado nas passagens suaves, pequeno para acompanhar as cordas, maior para uma melodia de trompa e oboé. Os gestos de seus braços ficavam amplos nas frases vigorosas.
Em alguns momentos, os gestos de elevação da batuta pareciam literalmente arrancar os sons.

Alguns regentes preferem não usar a batuta em alguns momentos ou o tempo todo.
Yannick Nézet-Séguin, que a partir de setembro será o diretor musical da Orquestra da Filadélfia, é um deles. Sua formação se deu principalmente em corais, nos quais raramente se emprega a batuta.
As mãos estão ali para descrever um certo espaço do som e moldar aquele material imaginário, disse Nézet-Séguin. Aquele corpo imaginário de som está em frente ao maestro, entre o peito e as mãos, ele explicou. É mais fácil quando não há nada em uma mão. Ele começou a usar batuta quando começou a atuar como regente convidado de grandes orquestras, que estavam acostumadas com isso.

Valery Gergiev é outro maestro que frequentemente não usa batuta. Sua técnica foi evidenciada num ensaio da London Symphony Orchestra, no Avery Fisher Hall, preparando uma apresentação da Sinfonia nº 3 de Mahler.
Gergiev ficou sentado numa cadeira, de modo geral imóvel. Quase toda a ação vinha de sua mão direita, que em muitos momentos estava plana, com o polegar paralelo, como as mandíbulas de um jacaré. Sua mão esquerda fazia pouco, mas era usada ocasionalmente para apontar e encerrar acordes.

Gergiev não marca o tempo com sua mão direita, exatamente, mas mexe os dedos no ritmo da música. Seus dedos geralmente estavam esticados, com as palmas para baixo, o pulso voltado para cima na altura de seu rosto. Às vezes ele formava um círculo de ok com o polegar e o indicador e mexia os outros três dedos. À medida que o tempo acelerava, seu pulso ficava mais mole.

Em entrevista, Gergiev sugeriu que o balançar de sua mão, que descreveu como sendo um hábito, pode ter derivado do fato de ele tocar piano. Sou pianista, e às vezes eu toco a textura, explicou.
Ele disse ainda que uma batuta pode se contrapor a um som de canto. O mais difícil na regência é fazer a orquestra cantar, e é aqui que as duas mãos precisam basicamente ajudar os instrumentistas de sopros ou cordas a cantar. Gergiev disse que movimentar uma batuta no ar é como praticar esgrima: Não acho que isso ajude o som.



MÃO ESQUERDA
Tendo entregado as incumbências rítmicas à mão direita, a mão esquerda tem finalidade bem mais maleável. Para explicar em termos grosseiros, se a mão direita esboça os contornos gerais da pintura, a esquerda preenche as cores e texturas.
A mão direita cria a casca de chocolate do bombom, e a mão esquerda molda o recheio. Sua principal utilidade prática é dar deixas aos naipes ou músicos individuais sobre quando entrar e quando cortar, o que faz muitas vezes com dedo indicador apontado.



Se a mão esquerda se fecha ou o polegar e os dedos se fecham, isso pode fazer a frase musical encerrar-se suavemente. Um movimento rápido para baixo indica um corte abrupto no som.

James DePreist descreveu os gestos de mão esquerda às vezes inexplicáveis de outros regentes: William Steinberg costumava esfregar os dedos, como no gesto usado universalmente como símbolo de dinheiro. Antal Dorati fazia movimentos de empurrar abruptamente, como se estivesse fazendo uma bola de som subir e ficar boiando no ar. Eugene Ormandy muitas vezes mantinha a mão esquerda segurando a lapela da casaca, enquanto a Philadelphia Orchestra produzia cascatas de sons, observou DePreist.

Nézet-Séguin é um dos regentes mais expressivos fisicamente, em razão de sua baixa estatura, disse ele. Sua mão esquerda se movimenta constantemente. Ele contou que procura mantê-la em posição lateral em relação à orquestra, para que sua região palmar anterior não seja vista pelos músicos como uma barreira simbólica.
Em outro ensaio na Juilliard, Nézet-Séguin indicou entradas fazendo um círculo de ok ou abrindo seu dedo indicador, para assinalar um ataque mais leve. Um dedo indicador que se eleva com cada batida indicava mais volume.

Nos acordes de alto volume, ele colocava a mão em forma de concha voltada para cima. Uma mão em forma de concha voltada para baixo pedia uma linha sonora sustentada. Acordes marciais retumbantes eram assinalados por uma mão em punho.
A mão plana, com a palma para baixo, pedia um som sustentado e suave. Entradas repetidas eram assinaladas por movimentos como tiros de revólver.

Gilbert observa que não é preciso dizer a músicos profissionais em que momento de um compasso eles devem entrar. Ele frequentemente se prepara para dar a deixa a um músico, olhando para ele antes da hora, para criar uma conexão com ele e intensificar a energia. O objetivo de uma deixa é fazer com que as pessoas entrem na hora certa e do modo certo, dentro do fluxo, disse Gilbert.




ROSTO
Depois dos braços, a parte mais importante do arsenal do maestro é seu rosto. Sinto como se meu rosto cantasse com a música, disse Nézet-Séguin. Comunicar-se com os músicos por um olhar pode tranquilizá-los e encorajá-los. Por outro lado, alguns regentes, como Fritz Reiner, não mudam de expressão, mas suas gravações são completamente eletrizantes, afirmou Bicket. Manter-se inexpressivo também pode beneficiar a moral dos músicos.

Demonstrar sua frustração ou seu desagrado na expressão facial é algo que não ajuda ninguém, disse Bicket. Mas sobrancelhas erguidas podem ser maneiras sutis de transmitir insatisfação. O rosto se torna ainda mais importante quando as mãos estão ocupadas com outra coisa, como, por exemplo, quando um regente toca um teclado simultaneamente, prática comum de especialistas em música antiga, como Bicket.



Os próprios olhos são o mais importante de tudo quando se rege, disse Zhang. Eles devem ser o que mais revela a intenção musical. Os olhos são as janelas do coração.
Eles mostram o que você sente em relação à música.
Um semicerrar dos olhos, por exemplo, pode conferir à música uma qualidade distante, disse DePreist. Um truque para criar um bom som orquestral é olhar para os músicos nos fundos da seção de cordas. Com isso, você faz com que eles sejam incluídos no jogo, disse Nézet-Séguin.

Gergiev utiliza a mesma técnica com os músicos sentados ao fundo. O fato de olhar para ele significa que estou interessado nele. Se estou interessado nele, ele está interessado em mim. Certo? Procuro fazer tudo a partir da expressão e do contato visual.

Às vezes é igualmente importante não olhar para os músicos, especialmente durante solos importantes. Essa é uma parte grande dos segredos de regência que não costumam ser verbalizados, disse Zhang. Isso pode evitar que o músico ceda ao nervosismo.
E existe um ou outro caso raro do maestro que rege com os olhos fechados e produz grandes performances, como muitas vezes fez Herbert von Karajan.

Leonard Bernstein foi um dos regentes mais expressivos fisicamente dos tempos modernos, fato que, às vezes, atraía o desprezo dos críticos. Mas também era capaz de reger com as mais sutis expressões faciais, conforme foi evidenciado por um vídeo clássico no YouTube em que suas sobrancelhas dançam, seus lábios se comprimem e seus olhos se arregalam.


COSTAS
Nézet-Séguin disse que tomou consciência da postura das costas ao assistir a videoteipes de Karajan. Na época, Nézet-Séguin trabalhava com Carlo Maria Giulini. A diferença principal entre o som de um e outro se devia às atitudes humanas deles, que eram expressas por suas costas, disse ele. A postura básica de Karajan era muito orgulhosa, com os ombros para trás e atitude de estar no comando.

É a atitude de alguém que espera que as coisas venham a ele. Para Nézet-Seguin, essa qualidade podia ser fria, majestosa, distante.
Mas o magrelo Giulini se debruçava para frente assim que a música começava, num gesto de aproximar-se das pessoas, de lhes dar alguma coisa, de servir.

É uma linguagem corporal muito reveladora, disse o regente, e estava relacionada às interpretações calorosas de Giulini.
Zhang costuma debruçar-se para frente para arrancar mais intensidade da orquestra.

Às vezes, inclina-se para trás para fazer com que os músicos toquem mais suavemente. Ou então se inclina para frente para cobrir o som, disse ela, como quem apaga um incêndio.



PULMÕES
Os regentes muitas vezes falam da importância da respiração: de inalar junto com o upbeat, para preparar para uma entrada, mais ou menos como um cantor inala antes de começar a cantar. As cordas precisam ser incentivadas a respirar, disse Nézet- Séguin, tanto quanto os instrumentos de sopros. Isso torna a coisa toda mais natural.

Para Bicket, respirar junto quando ele rege é uma necessidade. Se suas mãos estão ocupadas de outro modo, tocando cravo ou órgão, sua deixa para as entradas muitas vezes é uma respiração audível. A natureza dessa respiração pode afetar a música.
Uma inalação forte e aguda gera um som mais nítido e destacado.


CÉREBRO
Nas entrevistas, os regentes deixaram claro que, para eles, os movimentos corporais são menos importantes que a preparação mental e as ideias musicais que residem em outra parte do corpo: o cérebro. Os regentes precisam até certo ponto não ter consciência do que estão fazendo com seu corpo, disse Nézet-Séguin.

Ele disse ainda que Giulini ensinava que a clareza de um gesto vem da clareza de sua mente. A confusão decorre daquela fração de segundo de hesitação, em que a mente está decidindo qual gesto usar.

Zhang utiliza uma técnica adotada de seu mentor, Lorin Maazel: Uma projeção mental.
Uma imagem mental clara do som que você quer ouvir permite uma entrada clara.

Projetar mentalmente o pulso e o som, ela acrescentou, comanda nossas próprias mãos.
Como disse Conlon: Poderíamos discutir gestos e posturas físicas interminavelmente, mas, em última análise, há um elemento impalpável e carismático que pesa mais que tudo isso. Até hoje ninguém conseguiu enquadrar esse elemento. Graças a Deus.
















30 de abr de 2014

Os Instrumentos Mais Estranhos do Planeta

Didgeridoo








didjeridu (ou didgeridoo) é um instrumento de sopro dos aborígenes australianos. É um aerofone, ou seja, um instrumento onde osom é provocado pela vibração do ar. O som no didjeridu é produzido pela vibração dos lábios e por outros sons produzidos pelo instrumentista.
O didjeridu é um instrumento muito antigo. Estudos arqueológicos baseados em pinturas rupestres sugerem que o povo aborígene daregião de Kakadu já utilizava o didjeridu há cerca de 1.500 anos.

Bazantar 





Inventado por Mark Deutsch, o Bazantar é um baixo acústico de cinco cordas, equipado com vinte e nove cordas simpatéticas adicionais e quatro cordas de drones. 

O instrumento possui uma variedade melódica de mais de cinco oitavas, enquanto a sua gama  abrange quatro oitavas. Isso resulta em uma interação entre cordas melódicas, simpatéticas e drones que tecem uma paisagem inesperada de ressonância que é extremamente rica em textura




Balalaika






O balalaika  é um instrumento musical de cordas russo com um corpo triangular característico e três cordas. 

A família balalaika de instrumentos inclui instrumentos de vários tamanhos, desde a mais alta-frequência para o menor: o piccolo balalaika, prima balalaika, secunda balalaika, Alto balalaika, balalaika baixo e contrabaixo balalaika. A prima balalaika é o mais comum. Todos têm corpos de três lados; abeto vermelho, evergreen, abeto; e costas feitas de 3-9 seções de madeira (geralmente maple). Eles normalmente tem três cordas. 

CRWTH



O crwth, é um instrumento musical de cordas arcaico, associado particularmente com a música galesa, amplamente tocado na Europa. Quatro exemplos sobreviveram e encontram-se em St Fagans National History Museum Cardiff, Museu Nacional do País de Gales Aberystwyth, Warrington Museum & Art Gallery e Museu de Belas Artes de Boston.




Harpa Judia











O som deste instrumento já ouvimos inúmeras vezes. Em filmes de bang-bang e na trilha do documentário Planeta Solitário (Mochileiros). É conhecido por Jew Harp, traduzindo "harpa de judeu" e no Brasil em algumas academias de capoeira como berimbau de boca. É um intrumento comum em rituais xamânicos. Existem vários modelos - de metal, madeira, bambu e ossos, etc..

Teremim





teremim é um dos primeiros instrumentos musicais completamente eletrônicos, controlado por qualquer contato radioativo pelo músico.





Seu nome vem da versão ocidental do nome do seu inventor, o russo Léon Theremin, que patenteou seu dispositivo em 1928. O instrumento é controlado através de duas antenas de metal, que percebem a posição das mãos do músico e controlam osciladores de frequência com uma das mãos, e com a outra a amplitude (volume), de forma que não seja preciso tocar no instrumento. Os sinais elétricos do teremim são amplificados e enviados para um autofalante.

19 de jan de 2014

As Vinte Maiores Orquestras do Mundo




A Gramophone (uma das publicações de música clássica mais respeitadas do mundo, desde a sua fundação, em 1923) assumiu a tarefa monumental de classificação das melhores orquestras do mundo. Com um painel composto por onze críticos musicais de renome dos Estados Unidos, França, Áustria, Reino Unido, Alemanha, Holanda e Coréia, a Gramophone só classificou orquestras de natureza semelhante. Orquestras sinfônicas que só se especializam em um determinado tipo de música como barroco ou música renascentista foram omitidos. Mesmo com as omissões, o campo foi deixado aberto, e os onze juízes tiveram de analisar dezenas e dezenas de orquestras em uma base individual. Foi difícil o suficiente para  onze pessoas chegarem  a um acordo sobre uma classificação, então podemos assumir que a lista, embora ainda subjetiva, pode ser confiável. Mesmo que você não concorde com o ranking, muitos concordam que as orquestras da lista são definitivamente merecedoras.

1. Orquestra Real Concertgebouw, Amsterdam




Começando em 1888, o Royal Concertgebouw vem realizando a música clássica por mais de 120 anos. Na época deste ranking, Mariss Jansons era o maestro principal. Jansons foi eleito para o cargo em 2004, e continua a ser até hoje. A Orquestra do Real Concertgebouw tem um som muito original, em grande parte, ao fato de que ele só teve seis principais condutores desde a sua criação. E, com uma coleção de cerca de mil gravações, é fácil ver porque esta orquestra assume sua posição no topo.

2. Filarmônica de Berlim





Fundada em 1882, a Filarmônica de Berlim teve dez principais condutores, com o seu mais recente Sir Simon Rattle desde 2002. Não é nenhuma surpresa ver a Filarmônica de Berlim nesta posição, especialmente porque em Rattle, a orquestra ganhou um punhado de BRIT Awards, Grammys, Gramophone Awards, e muito mais.

3. Filarmônica de Viena


A Filarmônica de Viena é uma orquestra muito popular. E com uma das melhores salas de concerto do mundo , e um processo de audição de primeira linha para seus músicos, não é difícil entender por que é tão bem quista e altamente considerada.

4. Orquestra Sinfônica de Londres




Desde a sua fundação em 1904, rapidamente se tornou uma das mais conhecidas orquestras mundiais, em parte devido ao seu amplo envolvimento em trilhas sonoras de filmes originais, como Star Wars, Os Caçadores da Arca Perdida, Harry Potter, Braveheart, e A Rainha .

5. Chicago Symphony Orchestra


Chegando a número cinco na lista, com a melhor seção de metais do planeta a Orquestra Sinfônica de Chicago está acima de todas as principais orquestras dos Estados Unidos. Conhecida como uma das "Big 5" orquestras dos Estados Unidos, Daniel Barenboim conduziu a orquestra, no momento deste ranking. Ela está agora sob a batuta do maestro de renome, Riccardo Muti.

6. Bavarian Radio Symphony Orchestra


Fundada em 1949, esta jovem orquestra teve apenas cinco principais condutores: Eugen Jochum (1949-1960), Rafael Kubelik (1961-1979), Sir Colin Davis (1983-1992), Lorin Maazel (1993-2002), e Mariss Jansons (2003-presente). Porque eles são uma orquestra de rádio, cada nuance pode ser captado pelos microfones, os músicos devem ser altamente técnicos e enfáticos para cada nota.

7. Orquestra de Cleveland



Franz Welser-Möst vem liderando a Orquestra de Cleveland desde 2002. Com sua extensa turnê em todos os EUA e no exterior, seus relacionamentos de longo prazo com várias orquestras e reinvenção permanente da Welser-Most e interpretações inspiradoras de música clássica popular, a Orquestra de Cleveland, outra das "Big 5" orquestras dos Estados Unidos, por direito ganhou a sua inclusão nesta lista.

8. Los Angeles Philharmonic


A Los Angeles Philharmonic foi fundada em 1919. Suas interpretações de  "visão de futuro" e sua capacidade de remodelar e remodelar as suas performances no capricho do condutor, dá a esta orquestra uma vantagem única. A orquestra agora reside na  Walt Disney Concert Hall .

9. Orquestra do Festival de Budapeste




Esta orquestra "bebê" foi fundada em 1983, mas apesar de sua pouca idade, tornou-se uma orquestra de líderança mundial. Iván Fischer, fundador da orquestra e diretor musical, se propôs a criar uma orquestra que iria influenciar e revigorar a vida musical e da cultura da Hungria - e foi o que ele fez.

10. Dresden Staatskapelle





Ao contrário da Orquestra do Festival de Budapeste, a Dresden Staatskapelle vem encantando há mais de 450 anos! A orquestra tem uma história rica e variada, bem como uma bela sala de concertos, o que empresta o som único da orquestra.

11. Orquestra Sinfônica de Boston







A Orquestra Sinfônica de Boston. Fundada em 1881, passou a maior parte de sua vida no Boston Symphony Hall , que foi modelado após Musikverein de Viena. A Orquestra Sinfônica de Boston foi a primeira orquestra a tocar ao vivo na rádio (NBC, 1926). 

12. New York Philharmonic




A Filarmônica de Nova York é a mais antiga orquestra dos EUA desde a sua fundação em 1842. Com mais de uma dúzia de prêmios Grammy, a orquestra foi liderada por Lorin Maazel 2002-2009. Atualmente, a Filarmônica de NY é liderada por Alan  Gilbert.

13. San Francisco Symphony




Fundada em 1911, a San Francisco Symphony, conhecida por suas notáveis ​​gravações de Mahler, foi liderada por Michael Tilson Thomas desde 1995.

14. Mariinsky Theatre Orchestra




A Orquestra do Teatro Mariinsky é uma das orquestras mais antigas da Rússia. Atualmente, a Orquestra do Teatro Mariinsky é liderada pelo diretor artístico e geral, Valery Gergiev.

15. Orquestra Nacional Russa




Outra jovem orquestra, a Orquestra Nacional Russa foi fundada em 1990. Com mais de 75 gravações e mais de uma dezena de prêmios, ela ganhou rapidamente popularidade e reconhecimento mundial.

16. Leningrad Philharmonic





A mais antiga orquestra russa, a Filarmônica de Leningrado, formalmente conhecida como a Orquestra Filarmônica de São Petersburgo, foi fundada em 1882. Sob a batuta de Yuri Temirkanov.

17. Leipzig Gewandhaus Orchestra




inaugurada em 1741, a Orquestra Gewandhaus de Leipzig foi oficialmente estabelecida na sala de concertos Gewandhaus desde 1781. Com uma história impressionante de condutores anteriores, incluindo Felix Mendelssohn, a orquestra vem realizando música clássica há mais de 250 anos.

18. Orquestra Metropolitan Opera




Sob a liderança de James Levine, desde 1991, a Orquestra Metropolitan Opera toca quase todos os dias da semana durante a temporada de ópera. O Met, conhecida por suas estrelas da ópera soberba, precisa ter uma lista igualmente impressionante de instrumentistas talentosos.

19. Saito Kinen Orchestra




Fundada em 1984, por maestros famosos, Seiji Ozawa e Kazuyoshi Akiyama, a Orquestra Saito Kinen foi organizada para realizar uma série de concertos especiais em comemoração do 10 º aniversário da morte de Hideo Saito. Professor Saito, um professor  de Ozawa e Akiyama, ajudou a fundar uma das principais escolas de música do Japão, a Toho Gakuen Escola.

20. Czech Philharmonic


Fundada em 1896, Gustav Mahler conduziu a estreia de sua sétima sinfonia com a Filarmônica Checa, em 1908. Desde a sua criação, a orquestra ganhou uma variedade de prêmios, bem como indicações que ganharam, incluindo um Grammy em 2005.


Fonte: http://www.gramophone.co.uk/editorial/the-world%E2%80%99s-greatest-orchestras 

20 de dez de 2013

Orquestra Experimental de Barueri

A orquestra Experimental de Barueri é uma orquestra fundada em 2008 pela Secretaria de Cultura e Turismo de Barueri - SP, a orquestra foi regida pelo idealizador do seu projeto o Maestro Manoel Macário , que está a frente da orquestra desde então.

Maestro Manoel Macário regendo a orquestra Experimental de Barueri



a Orquestra Experimental de Barueri é formada em modelo sinfônico, ou seja, 20 violinos, 6 violas, 6 violoncelos, 4 contrabaixos, 2 tubas, 3 trombones, 3 trompetes,  3 clarinetes,3 flautas, 1 fagote, 1 oboé, 1 clarone, 2 trompas, 1 bombo sinfônico, 1 percussionista, 1 Tímpano, 1 Bateria, 1 arpa entre outros instrumentos que são convidados para suas apresentações conforme a necessidade de cada repertório.

Maestro Manoel Macário e músicos da Orquestra Experimental de Barueri

A orquestra Experimental tem um repertório que parte desde o erudito até o clássico e Jazz.

Maestro Manoel Macário e Orquestra Experimental de Barueri

Todos os anos a orquestra abre o curso de Prática de orquestra para músicos da região, onde é concedido certificado de participação e o direito de apresentação junto com a orquestra em suas temporadas de apresentação.


Maestro Manoel Macário e Músicos da Orquestra Experimental de Barueri

Maiores informações entre em contato com a Secretaria de Cultura e Turismo de Barueri - SP no telefone 011 4199-1600



16 de ago de 2013

Violino raro avaliado em R$ 4 milhões é encontrado na Inglaterra


Um violino Stradivarius fabricado há mais de 300 anos, e avaliado em R$ 4,1 milhões, foi recuperado pela polícia do transporte britânico depois de ter sido roubado há dois anos das mãos da violinista Min-Jin Kym. 
O roubo ocorreu em uma lanchonete perto da estação de trem de Euston, na área central de Londres. 
De acordo com a polícia, o instrumento foi encontrado em uma propriedade na região de Midlands, área central da Inglaterra.

A violinista disse que sentiu "uma incrível euforia" ao descobrir que o Stradivarius havia sido localizado.

O nome da cidade onde o instrumento foi recuperado não foi divulgado pela polícia, que ainda está investigando como o violino saiu de Londres e foi parar na região.

O instrumento foi encontrado praticamente intacto, com apenas alguns pequenos danos, segundo a polícia.

Identidade

A violinista Min-Jin Kym, de 35 anos, afirmou que "continua não acreditando" no que aconteceu. "A cada momento do dia, ou até mesmo quando estava dormindo, a perda do instrumento, o sentimento de responsabilidade, estava lá", afirmou.

"Este era o instrumento que eu tocava desde adolescente, então era uma grande parte da minha identidade por muitos anos", acrescentou a violinista. "Obviamente foi devastador."

Mas, agora, depois da recuperação do instrumento raro, além da euforia, Min-Jin Kym afirma que ainda sente "um frio na barriga".

O roubo ocorrido em 2010 foi tema de um programa de televisão da BBC sobre crimes ocorridos na Grã-Bretanha. A polícia pediu informações ao público e, em 2011, um homem e dois adolescentes foram condenados.

Mas o violino de 1696 não foi encontrado na época, assim como seus dois arcos que também haviam sido roubados - um deles avaliado em 62 mil libras (cerca de R$ 215 mil) e outro em 5 mil libras (R$ 17 mil).
Um porta-voz da polícia informou que o violino foi entregue à companhia responsável pelo seguro do Stradivarius, a Lark Insurance Broking Group, e a devolução do instrumento a Kym está sendo negociada.

1 de ago de 2013

Violinista é preso por tocar em estação de Metrô em Nova Iork



Um violinista afirma que foi algemado e preso por tocar a Terceira Partita de Bach na plataforma da estação do metrô Hunter College em Nova Iorque.

ele passou quatro horas em custódia na delegacia.

Foi por volta do meio dia quando Christian chegou para a sua apresentação músical da tarde na estação 68th Street na linha 6, quando ele percebeu um policial NYPD observando-o do outro lado da prataforma.

 O Policial gritou para ele: "Hoje não' do outro lado da plataforma". e então o violinista gritou de volta:
'Eu vou continuar tocando." e foi oque ele fez.

Segundo o violinista, o policial aproximou-se e pediu-lhe para sair da estação, e ele respondeu que só sairia se o policial tivesse uma ordem de prisão. Então o policial supostamente subiu para pedir reforços, retornando 30 minutos depois com dois outros policiais.

Os policiais lhe deram mais dois ultimatos para sair voluntariamente da estação ou seria preso, a está altura já eram seis policiais.

Como ele não se retirou foi algemado e levado para a estação Columbus Circle. A polícia acusou - o de estar bloqueando o tráfego de pedestres da estação. Ele foi liberado quatro horas depois.

Segundo as novas regras de trânsito da cidade de Nova Iorque é permitido performances no metrô desde que não estejam bloqueando o acesso de pedestres. Os artistas não precisam de uma autorização se forem tocar sem amplificação.

"Se você conversar com a maioria dos músicos, eles foram expulsos de cinco a 10 vezes este ano", disse o violinista Christian, que também dirige um grupo de defesa dos musicos chamado Busk NY, que ele diz que está reunindo dados sobre as prisões de músicos.

"O grande problema é que quando somos expulsos só verbalmente, não temos como provar que fomos expulsos"

Steve Zeitlin, diretor-executivo da Cidade de Lore, uma organização do folclore urbano que acompanha os músicos do metrô, diz que seu grupo recebeu um aumento significativo no número de queixas de prisão de artistas de rua.

"Isso está acontecendo em todos os lugares", disse ele. "É parte de uma ofensiva geral".
Zeitlin acredita que uma parte do aumento das prisões vem de uma repressão ou por causa do programa que patrocina as performances de rua. "É um bom programa", disse ele, mas "os policiais trabalham sob a suposição de que aqueles que não tem licença estão lá ilegalmente.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...